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sábado, 10 de setembro de 2011

O caminho da Jordânia ao Egito - Dia 57

Após uma noite inesquecível, nos preparamos logo cedo para sairmos o mais rápido dali para conseguir chegar no mesmo dia a Dahab, e sair da Jordânia, um país muito interessante e bonito, mas caríssimo! Acordamos daquele colchão na areia, dentro de uma tenda, tomamos um café árabe e subimos no jipe para voltarmos à entrada de Wadi Rum. Foi muito mais rápido voltar do que pra ir para o acampamento, não deu nem meia hora! A intenção era chegar à entrada de Wadi Rum, conseguir um ônibus barato bem na hora que chegássemos lá, para ir até Aqaba, e em Aqaba ir até o porto e na mesma hora conseguir um barco direto para Nuweiba no Egito, e de Nuweiba conseguir um ônibus ou táxi até Dahab, onde chegaríamos à noite. Obviamente este plano tinha menos de 1% de chance de dar completamente certo. E a probabilidade venceu.

Ainda no café da manhã, conversamos com o casal espanhol e soubemos que eles também estavam à caminho de Aqaba, então combinamos com eles de irmos juntos até lá. Chegando na entrada de Wadi Rum não encontramos ônibus, e nos ofereceram um táxi para ir até Aqaba, o dono da empresa que fez o acampamento nos recomendou o taxista, que era muito bem intencionado, cobrava o preço justo, nem mais nem menos, e gostava de ajudar turistas. Acreditamos e fomos os 4, dividindo assim o custo. E não tenho do que reclamar, realmente o taxista foi muito gentil, e ficou 15 dólares por cabeça, chegamos ainda pela manhã até Aqaba, ele deixou os espanhóis no centro da cidade e nos levou até a loja onde se compra os bilhetes para o ferry boat que nos levaria até o Egito. O problema era que o Ferry Boat rápido do dia já estava lotado, e eu não sabia quão caro era, pagaríamos quase 100 dólares cada um. A segunda opção era o barco que sairia durante a noite e chegaria de manhã em Nuweiba, o preço era 55 dólares por pessoa, aceitamos. Mas antes de aceitarmos, o taxista ainda nos sugeriu uma alternativa, pegar um táxi com ele até a fronteira com Israel, em Eillat pegar um táxi até a fronteira com o Egito, e no Egito pegar um ônibus que fosse diretamente para Dahab. Mas pensei nas complicações que podem ocorrer na fronteira com Israel, e preferi o barco, apesar de o taxista falar que chegaríamos antes e seria mais barato. De qualquer maneira economizaríamos no hotel, dormindo no barco, então compramos e o taxistas nos levou até uma pousada ao lado do Mar Vermelho, onde havia internet. Eu achei estranho a gente poder ficar lá, nas almofadas dele, perto da piscina, usando eletricidade e internet, sem pagar nada, mas o taxista disse que era assim, então tudo bem.

O dia estava nublado e chuvoso, uma pena, mas saímos passear pela orla do Mar Vermelho. Não havia comida, pois o lugar onde ficava a pousada era um pouco mais afastada, sem supermercados em volta e apenas restaurantes, que não seriam baratos. Andamos para a nossa esquerda, o leste, e logo já estávamos num lugar meio estranho, depois de um conjunto de hotéis. Depois disso ficamos sabendo que começava a fronteira militarizada com a Arábia Saudita, perto né? Praticamente uma quádrupla fronteira ali: Arábia Saudita, Jordânia, Israel e Egito. Depois nos disseram que foi sorte não continuarmos pro lado da Arábia, senão nos parariam e perguntariam o que nós queríamos por ali, qual era nossa intenção. Voltamos para a pousada e ficamos lá mais um tempo, afinal, tínhamos que perder o dia inteiro ali sem fazer nada, esperando nosso barco zarpar. Quando era início de noite, fui até o dono da pousada e perguntei a ele se precisaríamos pagar se quiséssemos tomar um banho por ali, ele ficou tão brabo, tão brabo, que foi feio. Falou: O que vocês pensam que eu sou? Uma casa de caridade? Por que vocês pensaram que iam ficar aqui sem pagar nada? Qual o seu problema? Eu só argumentei que o taxista tinha falado que era amigo dele e que poderíamos ficar ali durante o dia que não havia problema (tinha imaginado que seria a hospitalidade árabe). Mas né, eu sabia que ele tinha razão, na verdade não queria sair dali sem dar um centavo, meu plano era jantar por ali e pagar o preço alto dele, mas como ele gritou comigo eu não gostei e briguei com ele também, mesmo ele tendo razão só pegamos nossas mochilas, dei uns 10 Jordanian Pounds que valem uns 16 dólares, e fomos andando dali até o porto. O barco sairia por volta das 20h e já era 18h mesmo. Saimos andando pela orla, carregando aquelas mochilas pesadas, uma na frente e outra atrás, alguns poderiam achar perigoso andar numa estrada deserta quase no deserto numa fronteira assim pela noite, e provavelmente é mesmo, mas, quem iria pensar nisso? Haha. Durante o trajeto de cerca de 7Km até o porto várias pessoas passando de carro ofereciam carona em troca de algum dinheiro, e não aceitamos ninguém. Chegamos ao porto, e foi uma confusão, váááááários egípcios misturados com jordanianos, mas era mais egípcio, era uma bagunça, e um monte de saco como se tivessem trazendo mercadoria do Paraguai pro Brasil, uma sujeira, era feia a situação. E ninguem ali falava inglês para me explicar de onde sairia o barco, qual era o barco, se ele chegaria no horário ou não. O pior é que chovia. Depois de uma meia hora sentado entre eles, fui vasculhar o entorno pra ver se precisaria de alguma coisa. E, sorte que fiz isso.

Descobri um lugar onde eu deveria carimbar meu passaporte com saída da Jordânia, senão não entraria no ferry boat, a taxa para cada um foi de cerca de 15 dólares, para a saída. Eu estava bastante preocupado pois já passava das 20h e nada de barco nenhum, eu perguntava e ninguem sabia me responder, até que alguém me respondeu que o barco estava atrasado, entrei num prédio com lugares para espera, inclusive com algumas lojas de companhias que vendem passagens e fiquei por lá. Encontrei alguns turistas chineses perdidos então fiquei mais confortável. Quando eles saíssem nós sairíamos, por volta das 22h ouvi uma movimentação lá fora, era um monte de egípcio chegando fazendo o maior alvoroço lá, então logo descemos correndo para entrar no barco, e encontramos mais alguns turistas. Entre eles a Alba, uma jornalista espanhola, pegamos um ônibus para ir até o ferry, e quando estávamos na fila para verificarem as passagens e os passaportes, ela descobriu que precisava carimbar o passaporte dela e não o tinha feito. Quase entrou em desespero, aí um oficial foi com ela até o terminal novamente, entramos no navio, e quando o navio estava quase partindo ela chegou. Ficamos no saguão, arranjamos duas cadeiras perto de uma tomada e ficamos por ali, logo ela chegou e começamos a conversar. Ela elogiou que o meu espanhol era muito elaborado pra quem não falava espanhol, fiquei contente! Mas é que assim como quando eu vou para o Rio Grande do Sul, começo a falar gauchês, se começo a falar com espanhóis falo espanhol com o mesmo sotaque e termos linguísticos, tipo papagaio. Mas então, papo vai papo vem, e dormi sentado, foi uma noite um pouco longa e desconfortável, ainda mais em fim de viagem, você sente mais isso.

No outro dia de manhã chegamos a Nuweiba, e quando eu pensei que as coisas ficariam mais fáceis, não foi bem assim. A sorte é que estávamos com um sujeito meio turista meio guia, que já conhecia bem aquela região, ele foi conosco até o lugar onde pegaríamos o visto para o Egito (no porto de Nuweiba), e não tinha uma viva alma lá. Ficamos pelo menos uma meia hora, um grupo de uns 10 turistas perdidos, pois é claro que não tínhamos saído de nossos países com o visto, é muito mais fácil e rápido pagar na fronteira mesmo. Mas, se o cara estiver lá. Aí o policial ligou para o cara da imigração, que estava em casa dormindo, e depois de meia hora ele chegou. Até os bancos ali do porto para troca de moeda estavam fechados, chegaram depois também, isso que já era mais de 8h da manhã. 

Na espera conheci uma pessoa bastante especial, ele é britânico e veio da Inglaterra de bicicleta, através de toda a Europa, depois da Turquia, descendo por Síria e Jordânia DE BICICLETA. Ele já estava a uns 6 meses viajando, e a intenção dele era a de fazer todo o circuito em volta do Mediterrâneo, todo o norte da África, depois voltar à Europa pelo estreito de Gibraltar, e depois subir até a Inglaterra novamente, vai falar o que de um cara desses?

Pegamos nosso carimbo bonitinho do Egito, para quem quisesse ficar só na península do Sinai não precisaria de visto, mas para quem fosse para o resto do Egito era necessário, não sei a razão, mas como iríamos para o Cairo, pagamos uns 15 dólares por pessoa pelo visto. Depois fomos quase todos numa mini van-táxi até Dahab. O trajeto nos custou 8 dólares, pois era um táxi. Mas logo percebemos como era barato o Egito, um pouquinho sujo, mas muito barato!




3 comentários:

Adriano Ferreira disse...

Irado o Blog Lucas.
Continue postando, vale a pena saber as curiosidades de cada lugar.
Estarei embarcando a bordo da Disney ano que vem. Encontrei muita informação útil aqui. Abração

Challenging My Dreams

CRIS disse...

Olá Lucas, há algum tempo estou lendo seu blog, mto boa as dicas sobre trabalho em navio. Trabalhar 12hs por dia diria que seria 'moleza' pois trabalhei com TV e eventos e eram mais de 72hs por dia. Mas quero algo que mude minha experiência de vida. Gostaria de mais detalhes de cursos, onde fazer e custo poderia me passar pelo e-mail, spaincris@gmail.com serei grata.
besos

Anônimo disse...

Ei lindo!

por que sumiu??????????????? :/